08 setembro 2012

"3:21"

Um suspiro carente de poema ruim. E não, isto não é modéstia.


Eu quero em mim a paz
que o meu corpo encontra
nas madrugadas.

O brilho sonolento que eu mesmo encontro
no meu olhar.
Há despenteados que só combinam com as horas 
após a meia noite.
E são bonitos, entre os arranhões,
os rastros vermelhos que ficam
por um minuto ou dois
no meu peito.

As coceiras que me tomam de leve
durante a boca da madrugada, dizem:
"eu quero",
enquanto meus vizinhos dormem
e o mundo, repleto de gente,
se torna cada vez mais
mundo.

Castelo.

Um comentário:

José Ailson Lemos Souza disse...

Oh Tiago,
não escreve assim, que eu posso até me apaixonar.

Na verdade, escreve que não tem mais jeito.

Parabéns, tou gostando muito.

Abraço!

Ps. Não estou mais conseguindo entrar no blogger com minha antiga conta. Esqueci a senha e o email pra onde o google envia recuperação é a mesma.