08 outubro 2013

William Carlos Williams


Oh avantajadas e profundamente sinuosas
narinas minhas! Que cheiro hás de não bisbilhotar?
Que broncos e toscos somos, eu e você, nariz atrevido,
Sempre promíscuo, sempre sem-vergonha,
E agora eis as flores acres de choupos imundos:
Uma polpa apodrecida na lama
logo abaixo. Com que sede
estimulamos desejos para a escala de cheiros
da primavera! Você não consegue ter decência?
Você não consegue reservar seu ardor
por algo menos desagradável? Quem se importará
conosco, imagine, se continuarmos assim?
Você tem que experimentar tudo? Conhecer tudo?
Precisa fazer parte de tudo?


William Carlos Williams é um poetas que mais aprecio. Pelo nome dele, arrisco sermos camaradas espirituais. WILLIAM Carlos WILLIAMS! Ele integrou o movimento imagista, muito significativo para o modernismo na poesia de língua inglesa. O manifesto imagista estabeleceu alguns princípios, como o uso de linguagem simples, coloquial, sem rebuscamento, ou divagações, e Williams, apesar de se diferenciar de outros poetas do movimento, demonstra muita sintonia com essas propostas.

A tradução acima foi feita sem grandes pretensões, reflete a urgência em mostrar logo o poema! 

Tarco

10 setembro 2013

o tempo

O tempo vai passando e a gente permanecendo, mudando sempre, maturando forma e conteúdo e agora pouco pensando nessa constatação en passant feita por uma amiga querida embevecida de amor e afeto, encontrei essas imagens:






Tem mais aqui!

19 agosto 2013

ATRAVESSADA

Para Tarco
SÃO BRÁS
No almoço, engoli uma espinha de peixe enquanto assistia ao jornal da comoção. Senti as duas extremidades ponteagudas descerem rasgando a goela. Não havendo mais tempo de tossir para resgatá-la, degluti com toda força. O telefone me toca uma notícia amarga e quase cuspo o chão. Saio correndo esbaforida até a pena mais próxima, então, desconto na escrita verdades por muito entaladas com fechada feição. Foi o que me manteve viva e morta ao mesmo tempo. A meditação diária só me refreou o instinto quando vi minha cadela brincando toda feliz com outra espinha, das grandes, entre as patas. Voltei ao prato. Ela havia remexido o que eu havia deixado por olvido sobre a mesa baixa de centro, sujando todo o piso da sala. Perdi a fome, esqueci a raiva, fui catar arroz grão a grão. Depois sorri com o canto da boca limpo. 

Retomei a leitura do Barnes, em O Sentido de Um Fim, quando, horas depois, justo o amigo que havia me emprestado este livro me liga para perguntar o que seria phishing, por causa de um alerta do antivirus a travar seu computador. Do inglês, fishing, trata-se de uma fraude eletrônica que visa "pescar" as informações pessoais de quem for a vítima. Mudamos rapidamente de assunto e gargalhamos freneticamente sobre nossas feridas expostas feito duas crianças raladas no joelho, pelas desgracinhas existenciais mundo afora. Não havia feito tamanha associação entre a espinha e a pesca, até que levantei da cama chamada pelos meus guias espirituais a uma palestra sobre "a dádiva do esquecimento" e vi uma figura de Jesus Cristo. Não bastassem as coincidências anteriores, ou melhor, sincronicidades, lembrei que peixe é o símbolo do Cristianismo e a palavra, em grego, é ICHTUS, um acrônimo para Iesus Christus Theou Yicus Soter, que significa Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Hoje pude dizer que fui salva mesmo, pois escapei de umas mortezinhas.

Eis que no meio da explanação da mulher num púlpito, depois de acentuar o mau-humor pelo ônibus lotado, impacientei-me na cadeira com seu sorriso renitente. Depois, acostumei e me rendi, perdoando o causador da minha inquietação do meio-dia através de uma mensagem de texto via celular. Não doeu. Sensação de que fui testada mais uma vez pelo invisível tão presente. Uma frase de Joanna de Ângelis ficou aplicando passes sobre minha cabeça: "o mal que me fazem não me faz mal, o mal que me faz mal é o mal que eu faço, porque me torna um ser mau." 

No caminho de volta para casa, meu amigo torna a ligar novamente. Narrou a aula que tinha acabado de ministrar na universidade, disciplina de Metodologia Científica. O tema era Verdade Absoluta. Ele explicava para a classe que não existia essa tal verdade, pois, com o tempo, os cientistas iam descobrindo muitos outros relativismos e quebras de paradigma. Foi aí que um aluno contestou: "professor, mas todos sabemos que a Terra é redonda, isto é uma verdade absoluta." Meu amigo complementou que nosso planeta era achatado nos polos, porém ao lembrar de um assunto que abordei, na época, estupefata, falou com propriedade que havia uma Anã Marrom em direção ao nosso Azul, prestes a colidir. A turma toda riu. 

Constatação: somos todos um fiapo de luz, uns mais iluminados que outros, tantos engasgados pelo próprio fardo, pela própria fala. Morreremos calados feito peixes. E o sentido do fim ainda não acabou, nem acabará, pois seguiremos eternamente vivendo por um triz.

16 julho 2013

INIMIGO OCULTO

PARA PAOLA
dizem que
em algum ponto do cosmos

(le silence éternel de ces espaces infinis m’éffraie)

um pedaço negro de rocha
- do tamanho de uma cidade –
voa em nossa direção

perdido em meio a muitos milhares de asteroides
impelido pelas curvaturas do
espaço-tempo
extraviado entre órbitas
e campos magnéticos
voa
em nossa direção

e quaisquer que sejam os desvios
e extravios
de seu curso
deles resultará
matematicamente
a inevitável colisão

não se sabe se quarta-feira próxima
ou no ano quatro bilhões e cinquenta e dois
da era cristã


FERREIRA GULLAR

14 junho 2013

Tardezinha

Um temor enorme de meu olhar poético ser tragado pela maturidade balzaca, babaca, esfregando a cara no meu focinho desbotado, com gosto de nada, nada que possa me animar a vindima. E o azedo desse vinho evaporando... O tempo nos vai querendo roubar a beleza do singelo, com suas obrigações sem sentido, miradas no concreto tão obtuso. Um concreto travestido de segurança. Uma poupança coadunada com as variantes do futuro. Nunca tivemos nada.


Essa tarde, andei meio que olhando para o cinza manchado da calçada. Tem chovido, não quis escorregar. Uma velhinha rezava alto da varanda de seu segundo andar entre roupas penduradas a secar. Seca era ela, pobrezinha... Pensei em comprar uma cerveja no caminho, mas deixei para a volta, sem tantas filas em caixa. Esperei tantas vezes os sinais pararem o trânsito para que eu atravessasse antes das motos traiçoeiras, que já me considero pedestre escolada. Sem paciência, observava adolescentes na saída da aula, arrancando o uniforme para mostrar suas T-shirts. Dentre eles, uma menina ostentava a marca do Batman no meio dos peitos como quem grita por socorro em meio a um abismo de referências, só cores, logotipos, para compartilhar entre massas. Massinhas de modelar. Ainda cinzenta, subi as escadas para a biblioteca da universidade e dei um "boa noite" sem obter resposta. Preferi não insistir, meio desistente dessa sociabilidade forçada. Era meu último dia de devolução dos livros locados. Sempre que devolvo, acabo levando outros. Um sempre em falta: Sincronicidade, de C. G. JUNG. Mas apelei para Psicologia do Amor. Nele, os arcaísmos da ortografia portuguesa denunciavam a edição carcomida do ano da doação da jornalista Adísia Sá ao acervo do Centro de Humanidades, da UECE, em 1988. Aparentemente, mais antigo que a data carimbada. Autoria de Mário Gonçalves Viana. As páginas se quebram e me fazem espirrar a cada virada pela falta de restauração:


Na volta, pausa sob as árvores para analisar mais personagens nem tão reais assim. Camuflagem para alguns conhecidos nem tão conhecidos assim. Cansei e subi a rua decidida a comprar uma gelada. Escolhi a tal da Budweiser, mas já no meio do trajeto pontuei nunca mais beber dessa. Não sei, não desceu bem, amargou. E para quê? Deixei faltando um dedo perto dumas sacas de lixo, andando em zigue-zague, cortando quarteirões até chegar em casa, sem querer chegar. No fundo, queria continuar minha vadiagem solitária, reavivando um passado-recente de maneira sem graça, com felicidadezinhas clandestinas entre as praças. Mas valeu. Avistei uma casa com uns oito tipos de gato, cada um em posição diferente. Se minhas pálpebras batidas fotografassem, não haveria estas palavras roídas aqui sobrepostas.

13 junho 2013

Um Quarto com Vista



O olhar é sem dúvida um dos elementos mais importantes no romance Um Quarto com Vista, de E. M. Forster. A obra ilustra bem a curiosidade inglesa sobre o estrangeiro no início do século XX. A história tem início em Florença, lugar em que se reúne um grupo de turistas londrinos. Entre eles figura Lucy Honeychurch, a personagem principal. O turismo implica um contato com a cultura estrangeira que enfatiza bastante o olhar. Na língua inglesa, o termo sightseeing significa visitar lugares turísticos.

Lucy e sua acompanhante, Miss Bartlett, se decepcionam quando constatam que o quarto reservado a elas na pensão italiana não dá para o Arno. O senhor Emerson e seu filho, George, decidem trocar de quarto com elas. Esse primeiro contato entre Lucy e George evidencia uma relação entre o olhar e a questão dos gêneros. O senhor Emerson reforça sua oferta em trocar de quartos expressando que “Mulheres gostam de ter uma vista para olhar; os homens, não". Um olhar (feminino) sobre um objeto (masculino) contrasta com uma ordenação historicamente estabelecida do olhar, uma que presume um olhar masculino sobre um objeto feminino.

Um exemplo disso está numa das pinturas citadas logo no início, como a Venus de Boticelli.


O contraste aparece quando o olhar de Lucy, num de seus passeios por Florença, rende comentários sobre George, como se ele fizesse parte das esculturas expostas pela cidade. O narrador também revela um interesse acentuado pelo corpo masculino, em suas longas descrições de personagens sem grande importância para a narrativa em comparação com breves pinceladas para descrever personagens femininas de maior relevo. O interesse por observar, explorar visualmente tanto paisagens quanto corpos, tem relação com o despertar da sexualidade.

Narrativas ou romances de viagem eram comuns na época de Forster. O contato com culturas diferentes servia para denunciar e criticar a moral vitoriana. Por outro lado, essas narrativas também registravam as ansiedades provocadas pelas mudanças em curso naquele tempo. Dentre elas, a emancipação da mulher. O destino turístico descrito em Um Quarto é muito significativo. Florença surge no romance como um museu a céu aberto, exibindo para os turistas as maravilhas do Renascimento italiano. 

O período renascentista representa a superação da Era Medieval, também conhecida como Dark Age. Gradualmente, passa-se do teocentrismo para o antropocentrismo e secularismo, uma mudança de paradigmas muito importante que propiciou ganhos tanto para as artes como para os costumes. O aproveitamento das imagens desse período no início do século XX, especificamente no romance de Forster, questiona um novo tipo de "teocentrismo" estabelecido há séculos, sem que ninguém se desse conta: o homem ocupando um lugar divino e onipotente no interior das famílias. A moral vitoriana excluía mulheres, crianças, para não falar nos homossexuais, que eram considerados criminosos e punidos como tal. O desejo latente que brilha em pequenos detalhes da narração resulta dessa restrição.

Tarco 

09 junho 2013

Novo tempo














Muito tempo sem teto
E as palavras perdem
Espaço para o relento
Território absurdo
Perdas cedem lugar
A um novo tempo
Cidades e continentes
Impérios a conquistar
Ser e estar em ação
A frieza do cimento
Desperta os afetos
Em breves frêmitos
Anúncio de lágrimas
Sísmicas que hão
De levar os restos
Da casa devastada.

Tarco
Imagem: Goeldi

06 junho 2013

O Heautontimorouménos



Eu sou a faca e o talho atroz!
Eu sou o rosto e a bofetada!
Eu sou a roda e a mão crispada,
Eu sou a vítima e o algoz!

Charles Baudelaire
Trad. Ivan Junqueira

29 maio 2013

o mar

A praia nas primeiras horas
Breves tons etéreos
Desolação opaca que só
A miragem: suas curvas
Ao alcance da mão
Beijos sob o primeiro sol
Sorrisos de criança
Passamos pelo mar branco
E um trecho turvo de algas
Enfim a água azulada
Mergulhamos sem saber que
O mar é pura antiaderência
Para beijos e abraços nus

18 maio 2013

autodesconhecimentos



"Ninguém se conhece tanto a ponto de abrir a porta para um estranho sem saber que este estranho é ele mesmo"


Rodrigo de Souza Leão

Sobre o autor: AQUI

14 maio 2013

para pensar: na arte prevalece a minoria

Devemos distinguir muito claramente a questão "O que é arte?" da questão "O que é boa arte?". Se começarmos por definir "o que é uma obra de arte?" em termos de "o que é a boa arte", estamos definitivamente perdidos. Porque, infelizmente, a maior parte das obras-de-arte é ruim.
Nelson Goodman

"Os livros", gritou ela, pulando em pé e falando com uma intensidade de desolação que nunca hei de esquecer. "são em sua maior parte indescritivelmente ruins!"
Poll - personagem de Uma sociedade, de Viriginia Woolf


01 maio 2013

Lendo e ouvindo Bowie


Li agorinha que William Burroughs percebeu "ressonâncias" de T. S. Eliot numa letra de Bowie. Na entrevista a Burroughs, em 1974, Bowie afirma não se inspirar na literatura para compor, apesar de admirar o próprio Burroughs (The Wild Boys). 

Aqui, um artigo interessante que relaciona Eliot e Bowie como sósias.

[...]

Bowie anda um tanto onipresente pra mim.
Participação em Christiane F., que vi somente agora; Fome de Viver, idem; matérias várias sobre o seu passado (Glam, bissexualidade, Mick Jagger), presente (anonimato, arrependimentos) e de repente o sucesso de The Next Day.

Quicksand, abaixo, é pra ler e ouvir: "I'm not a prophet or a stone age man
Just a mortal with the potential of a superman
I'm living on"




29 abril 2013

CHANDELIER

Foto: Give me light, no reasons
Four seasons to delight
After the rain has fallen I will find
God’s eyes open the horizon:
A chandelier to brighten up all fear
Like sun from a pier had arisen

PAOLA BENEVIDES
Give me light, no reasons
Four seasons to delight
After the rain has fallen I will find
God’s eyes open the horizon:
A chandelier to brighten up all fear
Like sun from a pier had arisen


PAOLA BENEVIDES

24 abril 2013

Prada lança concurso mundial de contos



Prada, em conjunto com a editora italiana Giangiacomo Feltrinelli Editore, lançaram hoje um desafio para os amantes da escrita e da moda. Com a pergunta-tema “What realities do our eyes give us? And how do these realities get filtered through lenses?” (Que realidades que os nossos olhos nos dão? E como estas realidades são filtradas através das lentes?), inspirada na coleção de Eyewear S/S 2013, os participantes do mundo todo poderão fazer upload de suas essays no site da Prada até o dia 18 de junho.
A redação pode ser em qualquer língua. Especificações:
1- O texto deverá ter no mínimo 10 páginas e no máximo 20 em papel A4;
2- Cada página deve conter, aproximadamente, 400 palavras, escritas em fonte Bodoni-DTC dim 11.
Os vencedores serão revelados em setembro deste ano e cada um receberá o prêmio de €5,000 e um digital book, patrocinado pela Prada. Confira aqui mais informações.

22 abril 2013

Leminski

PARADA CARDÍACA

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure
vem de dentro

Vem da zona escura
donde vem o que sinto
sinto muito
sentir é muito lento

18 abril 2013

Oswaldo Goeldi no Espaço Cultural dos Correios

Quem ainda não viu a exposição "Oswaldo Goeldi - Soturno Caminhante" tem somente até sábado, dia 20, para ver a obra de um dos maiores artistas da gravura do país no espaço cultural dos correios. Volto a falar de Goeldi, que conheci graças ao romance O Falso Mentiroso, de Silviano Santiago. Por hora, é correr para ver e rever!





Do espaço cultural:
Em exibição pela primeira vez no Nordeste, a exposição "Oswaldo Goeldi - Soturno Caminhante" revela a obra e a intimidade de Oswaldo Goeldi, um dos precursores da gravura moderna no Brasil do século 20. A mostra está em cartaz de 21 de fevereiro a 20 de abril no Espaço Cultural Correios Fortaleza.
Ao lado de nomes como Anita Malfatti e Lasar Segall, Goeldi insere sua obra no exato momento em que a gravura se afirma como forma artística no país. As ilustrações do artista estão presentes em livros de importantes escritores, como Raul Bopp, Jorge Amado e Fiódor Dostoiévski.
A mostra é composta por xilogravuras, desenhos e matrizes de alguns dos seus quadros, retratando a obra do artista, e busca também expor elementos que revelam o lado pessoal de Goeldi. Neste sentido, a exposição contará com a reprodução do pequeno atelier do artista, composto por seus objetos de trabalho, além dos documentos pessoais, das fotos de família e da autobiografia do ilustrador.
Os temas representados nas obras de Goeldi são diversos, como a natureza, os horrores da guerra, a violência, a morte, os subúrbios e os excluídos da sociedade.
"Oswaldo Goeldi - Soturno Caminhante" tem o patrocínio dos Correios e do Ministério da Cultura, tendo sido um dos projetos aprovados via seleção pública para compor a programação 2012/2013 do Espaço Cultural Correios Fortaleza.
Sobre Oswaldo Goeldi

Gravador, desenhista, ilustrador, professor. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, filho do cientista Emilio Augusto Goeldi e de Adelina Meyer Goeldi. Realizou sua primeira exposição individual em 1917, em Berna (Suíça). A partir de 1923, passou a dedicar-se intensamente à xilogravura. Em 1930, lançou o álbum "Dez Gravuras em Madeira", prefaciado por Manuel Bandeira. Em 1950, já consolidado como ilustrador, expôs na 25ª Bienal de Veneza. Em 1951, ganhou o Prêmio de Gravura da 1 ª Bienal Internacional de São Paulo. Sua obra já participou de mais de uma centena de exposições póstumas no Brasil, na Argentina, na França, em Portugal, na Suíça e na Espanha.
Serviço

Exposição Oswaldo Goeldi - Soturno Caminhante
Local: Espaço Cultural Correios Fortaleza 
Endereço: Rua Senador Alencar, 38, Centro - Fortaleza - CE
Telefone: (85) 3255-7262
Visitação: 21 de fevereiro a 20 de abril de 2013
Horário de visitação: de 8h às 17h, de segunda à sexta-feira, e sábados, das 8h às 12h
Classificação: Livre
Entrada: Franca 


CINE FREUD


O projeto de extensão “Cine Freud” pretende, mediado por processos de recepção de obras cinematográficas, proporcionar a transmissão do saber psicanalítico aos alunos de graduação em Psicologia, bem como ao público em geral. O projeto tem, ainda, os objetivos de: aprofundar conhecimentos em Psicanálise a partir do referencial imagético proporcionado pelo cinema, contextualizando Psicanálise e Arte; e proporcionar a sensibilização dos sujeitos para os seus processos afetivos advindos dos mecanismos subjetivos desencandeados pela arte.


Principal atividade: Exibição de filmes seguida de debates conduzidos por psicanalistas.

Público alvo: Psicanalistas, estudantes, profissionais da área e comunidade em geral.

Loca: Casa Amarela Eusélio Oliveira (Av. da Universidade, 2591 - Fortaleza, CE)
Horário: 14h

ENTRADA FRANCA!

Realização: Laboratório de Psicanálise da UFC
Coordenadores: Prof. Dr. Orlando Cruxên e Profa. Dra. Laéria Fontenele




Segue abaixo a Programação 2013.1:

17 / Abril - O VOO DA BELEZA
Direção: Alexandre Fleming Vale / 2012 / 76min
*SESSÃO ESPECIAL* - Lançamento do Livro “O Voo da Beleza” de Alexandre Câmara Vale, professor do Departamento de Ciências Sociais e diretor do filme.
CONVIDADO: Orlando Cruxên
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24 / Abril - FESTIM DIABÓLICO
Direção: Alfred Hitchcock / 1948 / 80min
CONVIDADA: Karla Martins
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15 / Maio - VICENT & THEO
Direção: Robert Altman / 1990 / 138min
CONVIDADA: Caciana Linhares
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22 / Maio - TODO MUNDO TEM PROBLEMAS SEXUAIS
Direção: Domingos de Oliveira / 2008 / 80min
CONVIDADO: Antonio Secundo
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29 / Maio - DESEJO E REPARAÇÃO
Direção: Joe Wright / 2007 / 123min
CONVIDADA: Joselene Monteiro
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05 / Junho - ANTICRISTO
Direção: Lars von Trier / 2009 / 108min
CONVIDADO: Leonardo Danziato
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12 / Junho - LÉOLO
Direção: Jean-Claude Lauzon / 1992 / 130min
CONVIDADA: Aparecida Montenegro
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19 / Junho - A DAMA DAS CAMÉLIAS
Direção: George Cukor / 1936 / 109min
CONVIDADA: Francirene Paula
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26 / Junho - MELHOR É IMPOSSÍVEL
Direção: James L. Brooks / 1997 / 139min
CONVIDADA: Irvina Sampaio
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03 / Julho - A GAROTA MORTA
Direção: Karen Moncrieff / 2008 / 85min
CONVIDADA: Regina Nogueira
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