16 maio 2008

Previsão dos Tempos

Como vovó já dizia, acho que estamos no fim dos tempos. Vislumbro um Jesus voltando em sua nave espacial e pousando em meio ao caos, catando os cacos dos estilhaços pelos shopping centers saqueados. A sociedade do consumo saturada de tudo, do velho, do novo e do repaginado. Tecnologia afundando mares. Seca nas calotas polares. Tempestades bravias sobre deserto. Pobreza extrema continuada. Violência acerba nas pequenas e grandes cidades. A cura para antigos vírus e a descoberta de novos, mais pesados. Vacas sagradas em extinção. Outras religiões doentias propagadas. Depressão crescente, suicídios. Enclausuramento por vício digital. Falta de tato. Robotização do ser humano. Guerras entre nações circunvizinhas. Recém-nascidos que falam. Almas penadas vigiando. Fuga da realidade comum para uma mais absurda. Sem criatividade. Mutações genéticas. Risco de vida até para as baratas, mesmo resitentes à radioatividade. Eclipses diários. Tsunamis mensais. Batalha entre satélites e meteoros. Irrespirável. A moda dos óculos escuros dará vazão às máscaras. Só se firma feliz com o gás do riso. Deus queira, nunca. Mas quem nele acredita? Os filósofos falidos é que não. Ninguém vai te pagar para pensar, afinal. Terapeutas mal sabem quem eles são. E todos os gênios da humanidade já estão mortos. Quantos abortos desde a última encarnação?
Tenham fé... Tenham fé que um dia isso acaba.

Paola Benevides

3 comentários:

Tarco Lemos disse...

Deve-se meditar sobre a inevitabilidade da morte diariamente. Todos os dias, mesmo que corpo e espírito estejam em harmonia, deve-se meditar sobre ser destruído por flechas, rifles, lanças e espadas. Ser arrastado por ondas, ser lançado numa fogueira, ser atingido por um raio, ser abalado por um enorme terremoto, cair de penhascos altíssimos, morrer de doenças ou cometer suicídio. E todos os dias, sem falta, deve-se considerar morto a si mesmo.

HAGAKURE

Marcio Araujo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcio Araujo disse...

O mundo no seu caos.Bastante forte a sua vonte de desmascarar o virtual.