27 fevereiro 2010

ZPL #23

















Festa da carne vã, do tinto vinho,
Da tonta folia que pela avenida se consagra.
Vieste do cio do Periquito da Madame
Ou das tetas duras da Cachorra Magra?
E de onde todo esse luxo vem?
Da Aldeia, Aldeota, que bate à porta para enfeitar,
Confeitar, encher a nossa boca de confete...
Vem sambar!

Esse é o samba que embriaga os pés da nega
É o ziriguidum para sair da fossa bêbada
Dessa velha bossa dos novos baianos boçais
É o maracatu dos nossos ancestrais de raça
Tambor de crioula, frevo, marcha
Abaixa a calça, põe o tapa-sexo
Desfila no brilho dessa arruaça!

Mascarado ninguém te vê a alma
Por isso lança teu perfume na ribalta
Sua teu colorido na contradança
O partido é alto, a carne é fraca
O corpo é duro, o copo é cheio
E o recheio é massa!

Daí a gente fica morto de cansado e vira cinzas na quarta
O fevereiro ferveu, parou o país,
Espreguiçou a nata, foi ao lixo e tremeu
Mas logo volta, toda Fênix, travesti, numa malandragem só
E, como sempre, bem acompanhada

Tenho tanta certeza tal a única certeza do homem é a morte
Que o plano de acabar com a tristeza
É do Brasileiro, por muita sorte,
Tão certo do carnaval de todo ano!

3 comentários:

Tarco Lemos disse...

My friend must be a bird,
Because she flies!
A paladin my friend must be,
Because she rides
me.

Tarco Lemos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paola Benevides disse...

"I'm like a bird, I'll only fly away
I don't know where my soul is,
I don't know where my home is..."

(Nelly Furtado)

Cavalgo em ti, bebo da tua águia-fenix! =D