09 junho 2013

Novo tempo














Muito tempo sem teto
E as palavras perdem
Espaço para o relento
Território absurdo
Perdas cedem lugar
A um novo tempo
Cidades e continentes
Impérios a conquistar
Ser e estar em ação
A frieza do cimento
Desperta os afetos
Em breves frêmitos
Anúncio de lágrimas
Sísmicas que hão
De levar os restos
Da casa devastada.

Tarco
Imagem: Goeldi

Um comentário:

Paola Benevides disse...

Arranca tuas penas com o bico, uma a uma, como quem vai desnudar o vôo para alçar liberdade.