20 julho 2007

Nonsenses de caixão


Nunca mais criança falou Nonsenses. Deve ser porque anda em tudo correndo muita verdade. Veia sobrecarregada. Até se uma mosca cai no leite com achocolatado e bebe, o menino sente como se fosse grão de cacau mal dissolvido. Ora, tudo tem beleza e gosto, basta tratar a imaginação no Photoshop subconsciente Junguiano. O coletivo é jogo. Arquétipo é qualquer tipo de almejo grupal, um modelo de líder para qualquer submissão cumprida.

Começou a perder o sentido de novo. Sinto muito. Sentir demasiado faz perder toda a noção. O momento exige recolher a carne crua do varal e destemperar em casa, deixar de molho pela vez segunda, tirar todo o sal. Arde o veneno da ausência procurada, dói a presença súbita da pessoa incalculada. Velas no jantar para as almas perdidas. O presunto sobre a mesa. Tragam a cama para eternidade efêmera dos ossos! Esticá-los vamos, descansar o corpo morto de cansaço pelo não feito. Sugaram nossas energias e quem sossega é o vampiro, saciado. Nem limpa a boca, deixa sangue exposto a todos, quer rir com seus caninos sarcásticos. Deixe-nos repousar em paz!

Ele é o fim da picada, um marimbondo moribundo vilipendiando nada. Nem procure entender, morrer ultrapassa qualquer compreensão.


por: Paola F. Benevides

Nenhum comentário: