28 março 2008

Conta-se nos dedos.


Contos, contos e mais contos...
Antes fossem contos de réis cambiados em euros vivos!

Precisaria dessa motivação monetária para deixar de viajar um tanto nos livros e embarcar de fato nas fatalidades humanas, rumo a outros ares nada fictícios, árduos de se respirar. Porque não basta arquitetar ambientes poluídos na cabeça, há que se vivenciar em essência cada lugar. A imaginação preenche fantasmagorias, dá mais cor à ação fremente. Clichê que sou, necessito experienciar. Não olhe para essas palavrinhas calculadas, encare minha cerne de carne e olhos, porque quando falo sou alma penada, revivo só quando canto. Até Pandora ponderaria na hora G desse ponto morto.

O mote aqui então seria este: deixar de escrever (já que se escrevia por púrpura falta de alguém mais interessante com quem se criar diálogos - a não ser o sigo mesmo). Será que eu consigo seguir? Mesmo assim a gente cansa de querer ser lido e ansia ler mais paisagens exteriores. Imbuir-se nas decrições é mais prazeroso que nas fontes secas de Narciso, protagonizar sem antever os acontecimentos surreais que cotidiandam soltos é ser livre. Pensamentos marásmicos supõem a realidade tal onde nem se deve virgular a dita boa literatura.

[Leia esse utópico seguinte:] Seguir roteiros por hora, só se for de viagens. A não ser que decida atuar numa peça do xadrez provinciano movida pelos clássicos. Nem mesmo um desclassificado, quando bom, é posto em cheque pré-datado. O futuro fertiliza o criador mais árido. Até deus nietzscheado reaparece. Logo Ele que foi criado pelas marionetes de osso Adamizado grita: Eva, Peron e salada mista!

Enquanto sacudirem minha histérica árvore, dando tapas na copa para que eu renda frutos ao mundo de imediato, só cairá folhas ao vento. Verde que ainda estou... Deixe só a polpa ficar madura, assim meu suco pode ser extraído do pé e cristalizado. Ponha o rótulo e venda em 15 minutos de Tomato Soup Naomi Campbells.


Paola Benevides

Um comentário:

Paola Benevides disse...

Conto nos dedos que lambo a vontade de suicidar minha verve.