02 abril 2008

Uns Fundidos

Março é o mês da partida. Despeço desculpas e fico sem adeuses... Dará?

Desculto, descrente, desvalido; mas brutalmente feliz; feliz de doer, chorar, gritar: Socorroooooo!!! Ai meu deus! nunca te vi, nunca te amei.

Eu não amo nada, depois da primeira cegueira me tornei um cada.

Eu confio no futuro, o futuro é uma praia. O sertão vai virar praia no futuro, eu juro pelo amor de deus!

Tanto amor, tanto deus, tanta água. Sede vacante.
Nunca esqueci tuas pegadas de lama no banheiro, que horror, que lindo! Ainda bem que não matei sede nenhuma e por isso ainda vivo.

Escorreguei para dentro do vaso, quebrei duas costelas e vi o paraíso detrás das descargas elétricas. Confesso que o paraíso fede, mas vale deixar-se um pouco na caatinga, purificar-se. Mas cuidado! Quarenta dias no máximo.

Descendo dos 40 degraus, faz frio e o cactus rompe nas veias.

Febre tifóide, amarela, dengue. Vale!

E te fode mais que a vida, um vale-refeição farelos comem.

O jejum! esqueceram do jejum! Peço que perdoem os famintos que se esquecem do jejum.

Uns tisgos, nem gandhis homens conseguem por muito tempo.

Sobrevivi a pestes, a fome, a sede e a ti. Eu salvei o mundo!


Já eu sou uma peste mesmo, vindo do teu ventre, eu tinha de ser um. Mas não como você, você é um Jesus disfarçado de coragem.


É bem verdade que coragem eu não tenho, nunca tive, nasci desprovido dela. O caso é que a furto de onde estiver e a tomo pra mim. Vou embora com ela, porque tudo vai findar e eu já fui crucificado não uma, nem duas, mas três mil vezes!


33 mil, que seja! Coragem já não me impõe mais medo, perdi os sentidos, não amo mais nada, tenho dito, é tudo.

Tudo está dito, o mais é desdizer, a desdita, não viu que o mundo tranformou-se em não? Eu prostesto contra o não. Sim não existe, é superstição humana. Dessa forma, eu calo, nem sim tampouco não.

Transformou-se em arrotação o translado da terra, em pior momento, a viagem. Tecnologias de espiritualecos dizendo hare hare, tudo retrô, tudo usado. O sim é um pecado, é o fim. Dá picada. Zoom.



Tarco Lemos e Paola Benevides

Um comentário:

Tarco Zan disse...

Pal ida comig teh o confin disso tudo, falta muito, mas eh pouco, no mais eh a gente, poetic verbiage, ça arT dérision, laP sos!
je teme