02 março 2012

A Mais Longa Jornada

Minha última leitura, oficialmente, a primeira após terminar minha dissertação do mestrado, foi A Mais Longa Jornada (1907), de E. M. Forster. Esse é o autor da obra que analisei na dissertação: Howards End (1910). A Mais Longa Jornanda, cujo título foi retirado de um verso de Shelley, é basicamente a história de Rickie Elliot, recém egresso de Cambrigde, que, no início da vida adulta vacila entre dois amores: Stuart Ansell e Agnes Pembroke. Stuart é um cínico aspirante a filósofo, e Agnes, uma burguesa cínica. Eles representam visões opostas sobre a vida, o amor, o dinheiro, a moral, etc. Rickie precisa decidir em qual dos lados está, bem como enfrentar as consequencias de sua escolha.

Rickie tem um irmão ilegítimo, Stephen. A maneira pela qual ele reage ao fato e o desvelamento de segredos de família auxiliam na avaliação de Rickie sobre suas escolhas. O romance discute também o lado nocivo das coerções sociais na Inglaterra do início do século XX.

Os romances de Forster são exímios na descrição de espaços da era eduardiana (entre o final do séc. XIX e início do séc. XX), e também discutem questões que se tornaram de grande interesse no final do século XX na Inglaterra como a propriedade, a identidade, os gêneros, o pos-colonialismo, a raça, a homossexualidade, dentre outros. Quase todas as obras foram transformados em filmes de época açucarados.

Tarco

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